21 de jan. de 2009

Descanso...


Queridos amigos do blog: novas postagens somente na segunda quinzena de fevereiro. Motivo: férias merecidas no velho continente. Estarei visitando a França com todos os seus encantos - museus, praças, bares, cemitérios, cafés, etc, etc, etc... Quando retornar, estarei aqui contando um pouco desta minha experiência para vocês. Abraços!!! E até mais.

19 de jan. de 2009

Reflexões...


Sempre fui inclinada a pensar sobre o porque das coisas e como que elas acontecem. Sabemos o quanto é importante para a nossa formação, não somente como profissionais, mas como cidadãos críticos e atuantes, que a melhor forma de obter conhecimento é através da leitura. Mas é justamente aqui que quero fazer um parênteses sobre esse tema. Ler de forma isolada sem fazer nenhuma reflexão não serve para nada. Fiquei pensando na nossa atual sociedade dita pós-moderna e globalizada. Uma sociedade que nos oferece inúmeros mecanismos de comunicação e diversão, porém, o que se observa é um "vazio" de pensamentos e idéias. Os programas de televisão, pelo menos a grande maioria, estão ficando cada vez mais pobres e fúteis. Os escritores e poetas de outrora gostavam de se reunir em bares ou até mesmo em suas casas para discutir suas produções, suas manifestações sobre a realidade. Mas e agora? O que vemos? O que vemos...bem, talvez as reuniões ainda se concentrem em bares, só que agora não existem mais verdadeiras produções, genuínas no melhor dos termos. A preocupação é com a aparência do corpo, do carro, da casa, da ostentação de títulos que se forem mal usados, ou seja, em benefício do próprio ego, não vão servir para nada. Então, o que devemos fazer? Sabemos que a problemática sobre a pobreza intelectual que ronda a nossa atual sociedade é um prato cheio para os atuais pensadores. Se discute muito no meio acadêmico (e não somente), o que será que está acontecendo conosco! Bom, com certeza eu irei retornar a este assunto, mas num outro momento. Mas uma coisa é certa: devemos continuar lutando, escrevendo, lendo e pensando. Não podemos deixar que a máquina da lavagem cerebral nos atinja, e uma boa forma de fazer isto é resgatar o nosso passado intelectual, através dos livros, da música, do cinema...da memória!!! Eu acredito que vale a pena. Acredite você também.

15 de jan. de 2009

O precioso mundo da literatura (Parte 1)






Eu sempre acreditei que para se ter um bom filme é preciso ter: um bom diretor, bons atores, e...um excelente roteiro. Sem um screenplay inteligente não tem jeito: o filme geralmente vira um lixo e desperdiça o talento de muitos bons atores. Sempre me interessei por filmes que foram adaptados diretamente de livros, histórias, contos e outros tipos de narrativas literárias. Muitas vezes os filmes não fazem jus aos livros, mas ás vezes somos tomados por uma surpresa impressionante, é o caso do filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem), dirigido por Sean Penn. Filme que manteve intacto o espírito de aventura do escritor Jon Krakauer e arrancou algumas lágrimas desta que vos fala. Excelente!!! Entretanto, o que mais me chamou a atenção, não somente quando li o livro de Krakauer alguns meses atrás (Na Natureza Selvagem, Editora Companhia das Letras, 1998) mas também quando assisti o filme, foi a "retomada", vamos dizer assim, de um espírito de toda uma geração: a geração beat.
Eu, que nasci na década de 70, não tive a graça de ver e viver de perto esta transformação e revolução literária que ocorreu principalmente nas décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos. Uma nova forma de escrever as experiências de vida, de viagens e sonhos. Uma narrativa intensa, ofegante e inquietante sobre os novos rumos de uma sociedade e o anúncio do fim do american dream são as marcas deixadas por estes escritores. Alguns já foram lidos por mim, outros ainda pretendo ler brevemente. Daqueles na qual pude me debruçar lendo, cito: o estonteante Jack Kerouac, peça central de todo o movimento, Allen Ginsberg (Uivo) e Neal Cassady (O Primeiro Terço). On The Road de Kerouac é o livro clássico dessa geração: excelente narrativa na qual Jack e seus amigos percorrem a famosa (e charmosa) Rota 66. São histórias de personagens perdidos, desiludidos com a sociedade capitalista, amargurados e atormentados em suas próprias tragédias pessoais.
Inesquecíveis...

9 de jan. de 2009

Correndo para o paraíso com Jim Morrison


The Doors, primeirão de 1967. E eu ainda nem era nascida. Todas as portas se abrem a partir deste precioso momento da música pop mundial. Aqui nesta trilha sonora da rebeldia, tudo é possível. Até hoje me impressiono com os versos do mestre Morrison, a voz mais bela do rock. Escutar este The Doors me faz subir alto, bem alto. Quase que consigo tocar nas estrelas e sentir o clima revolucionário de uma Califórnia exuberante. Venice Beach, local preferido pelos jovens americanos da década de 60. Local ensolarado que despertou Morrison para uma vida fulminante, cheia de excessos. Aliás, como dizia William Blake: "O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria". Não poderia existir frase mais perfeita para definir essa cena musical californiana. Eles se foram, Morrison morreu. Mas sua voz ainda sussurra os mais latejantes versos em meus ouvidos. Eterno.

6 de jan. de 2009

Caminhando pelas montanhas com Neil Young


Que trilha sonora perfeita para uma longa caminha pelas passarelas da natureza. Delírios sem fim de uma fã eterna. Perfeição sonora implacável, memorável. Sonhando acordada sigo o meu caminho. A estrada é escura, não sei aonde vou chegar. A mochila nas costas já não importa mais. Peso? Que nada, até já esqueci. Nesta trajetória solitária, vou indo, indo, indo. E de repente, o mar, o sol. Sim, encontrei o brilho de uma vida eterna. Maravilhoso sunset, ilumina estes pensamentos selvagens que agora despertam de um corpo desiludido. End of the Road.