

Eu sempre acreditei que para se ter um bom filme é preciso ter: um bom diretor, bons atores, e...um excelente roteiro. Sem um screenplay inteligente não tem jeito: o filme geralmente vira um lixo e desperdiça o talento de muitos bons atores. Sempre me interessei por filmes que foram adaptados diretamente de livros, histórias, contos e outros tipos de narrativas literárias. Muitas vezes os filmes não fazem jus aos livros, mas ás vezes somos tomados por uma surpresa impressionante, é o caso do filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem), dirigido por Sean Penn. Filme que manteve intacto o espírito de aventura do escritor Jon Krakauer e arrancou algumas lágrimas desta que vos fala. Excelente!!! Entretanto, o que mais me chamou a atenção, não somente quando li o livro de Krakauer alguns meses atrás (Na Natureza Selvagem, Editora Companhia das Letras, 1998) mas também quando assisti o filme, foi a "retomada", vamos dizer assim, de um espírito de toda uma geração: a geração beat.
Eu, que nasci na década de 70, não tive a graça de ver e viver de perto esta transformação e revolução literária que ocorreu principalmente nas décadas de 50 e 60 nos Estados Unidos. Uma nova forma de escrever as experiências de vida, de viagens e sonhos. Uma narrativa intensa, ofegante e inquietante sobre os novos rumos de uma sociedade e o anúncio do fim do american dream são as marcas deixadas por estes escritores. Alguns já foram lidos por mim, outros ainda pretendo ler brevemente. Daqueles na qual pude me debruçar lendo, cito: o estonteante Jack Kerouac, peça central de todo o movimento, Allen Ginsberg (Uivo) e Neal Cassady (O Primeiro Terço). On The Road de Kerouac é o livro clássico dessa geração: excelente narrativa na qual Jack e seus amigos percorrem a famosa (e charmosa) Rota 66. São histórias de personagens perdidos, desiludidos com a sociedade capitalista, amargurados e atormentados em suas próprias tragédias pessoais.
Inesquecíveis...




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