Ainda guardo comigo o teu retrato preto e branco
Vejo em teus olhos a doçura e a ternura que me fazem sorrir
Sei que procurastes encontrar o segredo de uma vida eterna!
Nas tuas andanças pelo mundo, me vejo andando ao teu lado
Quisera eu ter o dom da tua perseverança...
Andar, andar e andar por escuras estradas desconhecidas
Eis a tua luta, meu querido poeta!
Seguir em frente para um dia, quem sabe um dia, anunciar em voz alta a tua descoberta
Plena de sabedoria e imaginação
E por mais sofrida que possa ter sido a tua vida, nunca se esqueça:
- Estarei aqui para, quem sabe um dia, caminharmos juntos pelas estradas das doces ilusões.
Cheguei em Charleville, terra natal do poeta simbolista francês Jean-Arthur Rimbaud (1854-1891), numa fria tarde de inverno. Uma cidade pacata, calma e habitada por simpáticos franceses-gauleses. Nunca senti tanto frio em toda a minha vida! Mas valeu cada segundo das 48 horas que ali estive. Rimbaud está enterrado num cemitério de atmosfera melancólica e sombria, porém tranquila. Deixo aqui esta pequena homenagem ao poeta das "Iluminações" e "Uma temporada no inferno", obras de uma beleza profunda inigualável, que falam dos sonhos, do inconsciente, das lembranças, das (des)ilusões e do mais íntimo desejo de libertação e de evasão. Com certeza este foi o grande ápice da minha viagem à França.
Sei que procurastes encontrar o segredo de uma vida eterna!
Nas tuas andanças pelo mundo, me vejo andando ao teu lado
Quisera eu ter o dom da tua perseverança...
Andar, andar e andar por escuras estradas desconhecidas
Eis a tua luta, meu querido poeta!
Seguir em frente para um dia, quem sabe um dia, anunciar em voz alta a tua descoberta
Plena de sabedoria e imaginação
E por mais sofrida que possa ter sido a tua vida, nunca se esqueça:
- Estarei aqui para, quem sabe um dia, caminharmos juntos pelas estradas das doces ilusões.
Cheguei em Charleville, terra natal do poeta simbolista francês Jean-Arthur Rimbaud (1854-1891), numa fria tarde de inverno. Uma cidade pacata, calma e habitada por simpáticos franceses-gauleses. Nunca senti tanto frio em toda a minha vida! Mas valeu cada segundo das 48 horas que ali estive. Rimbaud está enterrado num cemitério de atmosfera melancólica e sombria, porém tranquila. Deixo aqui esta pequena homenagem ao poeta das "Iluminações" e "Uma temporada no inferno", obras de uma beleza profunda inigualável, que falam dos sonhos, do inconsciente, das lembranças, das (des)ilusões e do mais íntimo desejo de libertação e de evasão. Com certeza este foi o grande ápice da minha viagem à França.


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